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Título: Pasado, presente y futuro de la lengua guaraní
Subtítulo:
Assunto: Guarani (língua), linguística histórica, etnografia
Ano: 2010
Autor: Bartomeu Melià
Apresentação: José María Rodrigues
Formato: 16x23
Número de páginas: 334
Editora: CEADUC/ISEHF
Edição: 1
ISBN: 9789995376284

Bartomeu Melià

Pasado, presente y futuro de la lengua guaraní

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Apresentação

Em várias partes do Pasado, presente y futuro de la lengua guarani, Bartomeu Melià deixa entrever que a linguagem é um fenômeno social e é fundada na expressão sugestiva das emoções. Defende também que a linguagem recolhe um sistema próprio de formas de pensar de cada povo. Assim, o pesquisador corrobora o valor do fenômeno poético na língua guarani.

O autor, recopila dados e informações para desenvolver teorias, nos leva pela mão pelo passado, presente e futuro da língua guarani. É por isso que este livro é indispensável para compreender o desenvolvimento da tradição gramatical da língua guarani e para descobrir como os documentos escritos na língua vernácula entraram na história e escreveram a história do Paraguai.

Partindo de artigos que assentam as bases da tradição e a mestizagem das línguas de América, o autor propõe uma visão poética do gênesis do guarani indígena, crioulho e jesuítico, batendo pé firme nas fontes documentais que comprovam o desenvolvimento da escritura, a grandeza e originalidade da língua dos guarani. É digno mencionar a obra acometida pelo pesquisador quem faz uma analogia entre o processo de redução dos povos autóctones a comunidades organizadas e a redução da língua guarani a uma gramática não convertida em um corpo estéril de normas e regras e, sim, em um sistema organizado que, por antonomásia, permitiu sobrevivência e vitalidade da língua das Américas.

O esforço concluído de Bartomeu Melià de contar como os guarani do passado mostraram-se historiadores autênticos administrando “no solo la suave memória del alma sino la más dura memória del papel” (não apenas a memória suave da alma, más a memória mais dura do papel) e usando a escritura como um instrumento de discurso político nas batalhas diplomáticas travadas em novas situações de opressão, remite-nos a um presente antagônico, onde os “señores de la letra” (donos da letra) chegam a se converter em “señores de la palavra” (donos da palavra), apesar de que esta vez ninguém lhes escuta.

José María Rodrigues.

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